Tinha acabado de fumar meu cigarro diário e me deu aquela vontade de ir ao parque. Coloquei uma camisa e calçei meu velho all star. Havia pouca gente naquele dia e fazia uma brisa fria. De repente um rosto me pareceu familiar. Fiquei sem acreditar. Um velho amor que deixou grandes marcas de tão intenso que foi. Ela me parecia mais feliz agora, diferente de quando terminamos. Aproximei sem que ela percebesse. Garota! Era assim que eu a chamava. Neste momento um grande sorriso se abriu no rosto dela. Meu coração pulou. Quanto tempo não via sorriso mais singelo.
- Tudo bom? Foi o que saiu primeiro.
- Tudo. Fico feliz em te encontrar. Me falou com um olhar de superioridade.
- Eu mais ainda! respondi.
Sentia-me como se aquele amor não havia sido apagado. Está do lado dela me deixava confuso. Que amor foi esse que tivemos que ainda ressoar no meu peito.
- Vejo que usa a camisa que te dei, já está velha, né? Como quem queria falar: Ele não me esqueceu.
- Sim, está. Mas gosto dela é muito confortável. Eu fiz uma cara de babaca nessa hora. E continuei:
- E você ainda guarda algo daquele tempo? Eu tentando resgatar não sei o quê.
- Sim. Fotos e um CD.
-Lembro das rosas que te dei no teu aniversário e tu guardavas-as dentro de uma caixa. Eu sempre falava para você por que guardar se já estavam murchas.
- Verdade. Elas me ensinaram muito depois que terminamos, sabia?. Comparo-as ao nosso amor. Vermelhas e vivas no início e o amor forte e voraz no começo. As folhas são as primeiras que caem. No amor o carinho é o primeiro que cessa. As pétalas mudam de cor. No amor as palavras de tom. Por mais que você tente conservá-los não adianta. A vida nelas não mais brotará. Depois, sabe o que acontece? As rosas se jogam fora e o amor se troca.
-Com essas palavras as batidas no meu peito silenciaram. Era inútil tentar regar as rosas já mortas. Senti que aquele amor, de uma vez por todas, não tinha volta. Eu querendo ser forte falei que tinha que ir, pois alguém me esperava. Ela se despediu. Um cara chegou. Ela tinha o olhar de quem não sofreu com nada e disse que também tinha compromisso.
Cheguei em casa ainda abatido com aquele encontro. Acendi um cigarro e tudo passava na minha cabeça. Como juras de amor passaram a ser simples palavras? Apertei forte a camisa e sabia que aquela seria a última vez que a usava. Confesso que aquele encontro não foi acidental. Eu sempre voltei ao parque no mesmo horário em que sempre nos encontravamos, na esperança de pelo menos vê-la e acredito que ela também.
O que irei fazer agora? Terminar o que ainda me dá prazer, meu cigarro.
- Tudo. Fico feliz em te encontrar. Me falou com um olhar de superioridade.
- Eu mais ainda! respondi.
Sentia-me como se aquele amor não havia sido apagado. Está do lado dela me deixava confuso. Que amor foi esse que tivemos que ainda ressoar no meu peito.
- Vejo que usa a camisa que te dei, já está velha, né? Como quem queria falar: Ele não me esqueceu.
- Sim, está. Mas gosto dela é muito confortável. Eu fiz uma cara de babaca nessa hora. E continuei:
- E você ainda guarda algo daquele tempo? Eu tentando resgatar não sei o quê.
- Sim. Fotos e um CD.
-Lembro das rosas que te dei no teu aniversário e tu guardavas-as dentro de uma caixa. Eu sempre falava para você por que guardar se já estavam murchas.
- Verdade. Elas me ensinaram muito depois que terminamos, sabia?. Comparo-as ao nosso amor. Vermelhas e vivas no início e o amor forte e voraz no começo. As folhas são as primeiras que caem. No amor o carinho é o primeiro que cessa. As pétalas mudam de cor. No amor as palavras de tom. Por mais que você tente conservá-los não adianta. A vida nelas não mais brotará. Depois, sabe o que acontece? As rosas se jogam fora e o amor se troca.
-Com essas palavras as batidas no meu peito silenciaram. Era inútil tentar regar as rosas já mortas. Senti que aquele amor, de uma vez por todas, não tinha volta. Eu querendo ser forte falei que tinha que ir, pois alguém me esperava. Ela se despediu. Um cara chegou. Ela tinha o olhar de quem não sofreu com nada e disse que também tinha compromisso.
Cheguei em casa ainda abatido com aquele encontro. Acendi um cigarro e tudo passava na minha cabeça. Como juras de amor passaram a ser simples palavras? Apertei forte a camisa e sabia que aquela seria a última vez que a usava. Confesso que aquele encontro não foi acidental. Eu sempre voltei ao parque no mesmo horário em que sempre nos encontravamos, na esperança de pelo menos vê-la e acredito que ela também.
O que irei fazer agora? Terminar o que ainda me dá prazer, meu cigarro.

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